GRUPO ESPÍRITA AGOSTINHO E TEREZA DE JESUS

O Espiritismo é, ao mesmo tempo, uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática, ele consiste nas relações que se estabelecem entre nós e os espíritos; Como filosofia, compreende todas as consequências morais que faz brotar dessas mesmas relações. Podemos defini-lo assim: Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos espíritos, bom como de suas relações com o mundo corporal.

E ainda, o Espiritismo é uma ciência nova que vem revelar aos homens, por meios de provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e as suas relações com o mundo corpóreo. Ele nos mostra, não mais como coisa sobrenatural, porém ao contrário, como uma das forças vivas sem cessar atuantes da natureza, como fonte de uma imensidade de fenômenos até hoje incompreendidos e , por isso, relegados para o domínio do fantástico e do maravilhoso. É a essas relações que o Cristo refere-se em muitas circunstâncias e daí vem que muito do que Ele disse permaneceu obscuro ou falsamente interpretado.

O Espiritismo é a chave com o auxílio da qual tudo se explica de modo fácil.

Allan Kardec


terça-feira, 1 de agosto de 2017

LIÇÕES DO SENHOR NO CÍRCULO MAIS ÍNTIMO












O maior servidor
Presente à reunião familiar, Filipe, em dado instante, perguntou ao Divino
Mestre:
— Senhor, qual é o maior servidor do Pai entre os homens na Terra?
Jesus refletiu alguns minutos e contou:
— Grande multidão se congregava em extenso campo, quando aí estacionou
famoso guerreiro carregado de espadas e medalhas, que passou a dar lições de
tática militar, concitando os circunstantes ao aprendizado da defesa. O povo
começou a fazer exercícios laboriosos, dando saltos e entregando-se a perigosas
corridas, sem proveito real; todavia, continuou como dantes, sem rumo e sem júbilo,
perdendo muitos jovens nas atividades preparatórias de guerra provável. Logo
depois, apareceu na mesma região um grande político, com pesada bagagem de
códigos, e dividiu a massa em vários partidos, declarando-se os moços contra os
velhos, os lares pobres contra os ricos, os servos contra os mordomos, e, não
obstante a sementeira de benefícios materiais, introduzidos na zona pela
competição dos grupos entre si, o político seguiu adiante, deixando escuros
espinheiros de ódio, desengano e discórdia entre os seus colaboradores. Depois
dele, surgiu um filósofo, sobraçando volumosos alfarrábios e dividiu o povo em
variadas escolas de crença que, em breve, propagavam infrutíferas discussões nos
círculos de toda gente; a multidão duvidou de tudo, até mesmo da existência de si
própria. A filosofia, sem dúvida, apresentava singulares vantagens, destacando-se
(a do estímulo ao pensamento, mas as perturbações de que se fazia acompanhar
eram das mais lastimáveis, legando o filósofo muitas indagações inúteis aos
cérebros menos aptos ao esforço de elevação. Em seguida, compareceu um sacerdote,
munido de roupagens e símbolos, que forneceu muitas regras de adoração ao
Pai, O povo aprendeu a dobrar os joelhos, a lavar-se e a suplicar a proteção divina,
em horas certas. Entretanto, todos os problemas fundamentais da comunidade
permaneceram sem alteração.
No extenso domínio, não havia diretrizes ao trabalho, nem ânimo consciente,
nem valor, nem alegria. A doença e a morte, a necessidade e a ignorância eram
fantasmas de toda a gente.
Certo dia, porém, apareceu ali um homem simples. Não trazia armas, nem
escrituras, nem discussões e nem imagens, mas pelo sorriso espontâneo revelava
um coração cheio de boa-vontade, guiando as mãos operosas. Não pregava
doutrinas espetacularmente todavia, nos gestos de bondade pura e constante,
rendia culto sincero ao Todo-Poderoso. Começou a evidenciar-se, lavrando uma
nesga do campo e adornando-a de flores e frutos preciosos. Conversava com os
seus companheiros de luta, aproveitando as horas no ensinamento fraterno e
edificante e transmitia suas experiências a todos os que se propusessem ouvi-lo.
Aperfeiçoou a madeira, plantou árvores benfeitoras, construiu casas e instalou uma
escola modesta. Em breve, ao redor dele, viçavam a saúde e a paz, a fraternidade e
as bênçãos do serviço, a prosperidade e o contentamento de viver. Com o espírito
de trabalho e educação que ele difundia, a defesa era boa, a política ajudava, a
filosofia era preciosa e o sacerdócio era útil, porque todas as ações, no campo,
permaneciam agora presididas pelo santo imperativo da execução do dever pessoal
no bem de todos.
Calou-se o Cristo, mas a assistência reduzida não ousou qualquer indagação.
Após contemplar o horizonte longínquo, em longos instantes de pensamento
mudo, o Mestre terminou:
— Em verdade, há muitos trabalhadores no mundo que merecem a bênção do
Céu pelo bem que proporcionam ao corpo e à mente das criaturas, mas aquele que
educa o espírito eterno, ensinando e servindo, paira acima de todos.
LIVRO JESUS NO LAR

HUMILDADE




Nenhum comentário:

Postar um comentário